quarta-feira, 2 de maio de 2012

As drogas e a música


Pode-se dizer que esta é uma parceria bem famosa. Músico com drogas, muito comum se dizer que um músico se chapa antes de um show, ou para compor suas músicas. Mas até que ponto isso é verdade? O porquê desse vício tão comum entre os artistas? Será que mais ajuda ou mais atrapalha?

          As drogas e a música, principalmente o reggae e o rock, sempre caminharam lado a lado. O reggae até hoje tem uma ligação muito forte com as drogas. Bob Marley, o rei do gênero, era um consumidor ativo da ‘cannabis’ e talvez por isso a ligação entre o reggae e as ervas ainda se dão de forma tão íntima. O rock também era um gênero musical muito mal visto na época em que surgiu. Era sempre associado a garotos rebeldes que não queriam nada da vida além de ficar tocando guitarra e se drogando. Infelizmente temos que concordar que as drogas, sejam elas álcool, maconha, cocaína, heroína, o crack ou as tantas outras que existem, já levaram grandes nomes da música.

            Um dos maiores exemplos é Jimi Hendrix. Filho de um jardineiro, ele foi o primeiro negro a se tornar um superstar. Aos 14 anos ganhou uma guitarra e fez aquele instrumento de seis cordas ganharem uma nova vida em suas mãos. Até 1967 era apenas um desconhecido, mas depois de se apresentar no Monterey International Pop Festival, Jimi Hendrix aparecia ao mundo para mostrar toda sua genialidade. Hendrix revolucionou o mundo da musica, principalmente pelo seu jeito de ‘viajar’ enquanto tocava. Até hoje ainda tem milhares de fãs que o seguem. Jimi foi encontrado morto em seu quarto de hotel em setembro de 1970 com 27 anos. Ele havia morrido sufocado por seu próprio vômito depois de consumir altas doses de entorpecentes. Foi com a mesma idade e no mesmo ano que o mundo perdia a musa do Woodstock. Janis Joplin também foi encontrada morta no quarto de seu Hotel em Los Angeles. A causa: overdose de heroína. No mesmo ano o mundo ficava sem Janis e Jimi, e tudo por causa das drogas. No Brasil temos o exemplo de Raul Seixas. O “Maluco Beleza” criou sua própria sociedade alternativa e morreu por causa da bebida. Raul morreria de pancreatite aguda em agosto de 1989.

            Mas não é só no Rock que temos esse exemplo. É o caso de nossa lendária Elis Regina. Com seu rosto meigo, ela tinha uma voz que encantava até os mais críticos e invejosos. Quando Elis morreu vítima de overdose ninguém conseguiu acreditar. Elis era uma pessoa que aparentava integridade total. Era educada, mas sabia ser irônica. Era humilde, mas sabia subir no salto. Dizem os amigos que ela era a pessoa mais inteligente que eles haviam conhecido. Mas Elis tinha sérios problemas de depressão. Quando entrava em crise, costumava se drogar ou tomar grandes quantidades de álcool para fugir do sofrimento. Recentemente, temos o exemplo de uma das vozes mais fortes e marcantes da última década. Amy Winehouse foi encontrada morta em seu apartamento em julho de 2011. Apenas de sua morte ter sido tratada inexplicável, o mundo todo sabia de sua forte ligação com as drogas.

            O motivo real do envolvimento com as drogas ninguém nunca saberá. Fica a dúvida real se isso ajuda ou atrapalha. Alguns artistas dizem não conseguir tocar da mesma forma quando estão ‘sãos’, outros dizem não conseguir quando bebem ou usam algum tipo de droga.

           Estes, são apenas alguns exemplos dos nomes mais conhecidos que morreram de overdose e do uso abusivo de algumas substâncias. Drogas que em algumas vezes são usadas até mesmo como remédios, a exemplo da maconha. Mas infelizmente, este texto poderia ser bem maior, recheado com inúmeros outros nomes que jogaram suas vidas no lixo por causa de alguns minutos de êxtase. Minutos estes, que lhes proporcionaram criar os riffs mais famosos da história, e que até hoje, levam a loucura milhares de fãs.

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